Notícias TRENMO
Definição do novo Plano Estratégico e novo Modelo Tarifário para a EMEL
23.09.2009
Realizou-se ontem no Mercado Chão do Loureiro e na presença do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, a apresentação pública de dois dos mais recentes projectos da TRENMO Engenharia - a “Definição do Plano Estratégico para a EMEL” e a “Definição do Novo Modelo Tarifário para EMEL”, realizados a pedido e em colaboração com a Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa.
A “Definição do Plano Estratégico para a EMEL”, que implicou um importante trabalho de análise interna da empresa, a par de um estudo de Benchmarking Internacional das empresas congéneres da EMEL e da sua evolução ao longo dos últimos anos, identificou quatro cenários alternativos de desenvolvimento estratégico da empresa municipal. Estes integram-se em duas visões, ou opções, estratégicas para o futuro da empresa: uma que opta por se focar no core business da empresa, que é o estacionamento, reforçando as suas competências nessa área, nomeadamente nas áreas de planeamento e regulação; e outra, que aposta na concentração na EMEL, dos vários serviços de mobilidade de cariz municipal da cidade de Lisboa (incluindo o estacionamento), transformando-a assim na gestora da mobilidade na capital, capaz de aproveitar as sinergias resultantes da agregação dos vários serviços e vertentes de mobilidade da cidade de Lisboa.
Já a “Definição do Novo Modelo Tarifário para a EMEL” identificou, recorrendo não só ao Benchmarking Internacional, mas também à análise do mercado e das condições de mobilidade e acessibilidade na capital, um sistema tarifário de estacionamento em vigor em Lisboa que é anacrónico, com um tarifário único e indiscriminado para toda a cidade, independentemente das características e necessidades de cada zona. Este sistema resulta numa situação paradoxal, que é, de entre todos os exemplos internacionais estudados, ser a cidade de Lisboa a que possui o tarifário mais caro na zona de baixa rotação (a partir da 1ª hora) - que corresponderá à periferia da actual zona de concessão - e de, simultaneamente, ser uma das cidades onde é mais barato estacionar nas zonas de alta e média rotação - que correspondem ao centro da cidade e à sua envolvente mais próxima.
Esta situação (única entre todos os casos estudados), levou a TRENMO a propor um sistema de três coroas tarifárias, com uma zona de alta rotação a compreender a Baixa Pombalina, o Chiado e a Avenida da Liberdade (que corresponde a 3,9% da área de concessão), uma outra zona, de média rotação, que agrega todo o restante eixo central e algumas áreas adjacentes (ocupando 34,8% da área de concessão) e, por fim, uma zona de baixa rotação, que compreende toda a restante área de concessão (totalizando 61,3% da mesma).
Foi também sublinhada a necessidade de adequar os tarifários, à realidade do mercado e às necessidades de mobilidade de cada uma destas três zonas, reduzindo as tarifas, a partir da 1ª hora, na zona de baixa rotação (61,3% da área total de estacionamento concessionada) e de aumentar os preços, reduzindo também o tempo máximo de estacionamento, nas restantes duas zonas. Por último, foi salientada a necessidade de se adequar e integrar a politica de tarifário entre o estacionamento on-street (o estacionamento nos arruamentos) e o estacionamento off-street (o estacionamento em parques de estacionamento públicos), com o objectivo de limitar o tráfego de agitação (que corresponde aos veículos que andam às voltas à procura de lugar para estacionar), melhorando assim significativamente o congestionamento e portanto a mobilidade na cidade de Lisboa.
Download do estudo
Notícia do Jornal de Notícias relativa a estes Projectos TRENMO
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